A causa que nos move é o desejo aprisionado, confinado na própria carne em brasa.
Meter é lei,
Num tempo de solitude.
Aqui,
Sozinha,
Entre o toque da solidão e a voz da minha carne,
Circulo com a língua , os meus lábios.
Protegida,
Entre o calor e a fome,
Acaricio os seios, desenhando a dureza dos mamilos.
Circundo a aspereza do meu desejo
Em mim.
Na cama,
Entre a saliva e os suspiros,
Coxas e caminhos quentes,
Meto tres dedos.
Entram e saem
Dançam
Param
Saem
Entram.
Vai-vem-vai-vem-vai-vem-vai-vem.
E s fre g o
Estimulo
V i b r o
Sus-piro
PIRO!
Na solitude do meu quarto,
Bebo do meu ser.
Provo dos meus caminhos.
Me embriago de mim.
Laila Maia
Professora Formada em Letras com Habilitação em Língua Portuguesa, Uepa.
Fotografia: https://www.instagram.com/valeriosilveira/