
É preciso aproveitar o tempo da semeadura
do mesmo modo que se aproveita a colheita.
Não se germina a fraternidade de um solo
infértil. O chão precisa de carinho.
Se arado com armas em punho e bocas espumantes, a plantação não vinga.
Trabalhemos na tessitura de um futuro bom,
ainda que o presente pareça comprometido,
nós só temos alguns milhares de anos de civilização e a Terra é bem mais antiga,
nós temos muito que aprender com ela.
Ouvi dizer que a natureza e o amor são
as maiores forças que existem,
e nelas tudo se harmoniza, tudo se encaixa, tudo encontra sentido.
Por isso, precisamos deixar de lado julgamentos mesquinhos contra o amor.
O amor não se julga, minha gente.
Julguemos o ódio, a falta de empatia, o
egoísmo, a violência verbal.
Somos filhos do mesmo ventre, irmãos e irmãs do mesmo universo,
abracemos nossa ancestralidade com respeito
pra, juntos, darmos as mãos com o mesmo propósito:
Tornar a vida mais suportável, evoluir em
paz e amar sem fronteiras.
Que entre nós, prevaleça apenas a distância
de abraços.
Tiago Júlio Martins é escritor, poeta, jornalista e roteirista. Nasceu em 1990, em Belém do Pará. É bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade da Amazônia (Unama) e especialista em Produção Audiovisual, pela Estácio Iesam. Trabalhou durante três anos, de 2012 a 2015, como repórter do jornal impresso Diário do Pará, setorizado nas editorias de cidades e cultura. Publicou em 2016 seu primeiro livro, a autobiografia TARDIS, com uma tiragem que esgotou na semana de lançamento. Em 2018, publicou na Amazon a versão digital do livro, intitulada Cabeça Bipolar, que possui, neste momento, mais de 1.000 downloads, entre pagos e gratuitos. Agora, Tiago se prepara para o lançamento de seu novo romance, “Outubro”, que está em pré-venda até final de setembro.
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